terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Características do Conto popular/ Funções do Conto popular

  
  Narrativa curta, de um autor anónimo. 
    -->Narrador geralmente não participante.
    -->Personagens planas e pouco caracterizadas e sem nome próprio. 
    -->Espaço indefinido.
    -->Tempo indeterminado.
    -->Conteúdo ficcional, simbólico e intemporal.
    -->Linguagem popular e familiar, com marcas de oralidade (ex:vai nisto…, botou a fugir…)
    -->A presença do maravilhoso: é característico haver dragões, fadas, feiticeiras, bruxas...
    -->Função moralizadora e lúdica.                               

     A moral transmitida no conto “O Sal e a Água” é que o amor não se pode medir.   


Funções:

   O conto popular tinha as seguintes funções:
 -->Preencher os tempos de lazer;
 -->Propor aos ouvintes modelos de comportamento; 
 -->Transmitir os valores e concepções do  mundo próprio. 
 Fizemos este resumo na aula de Língua Portuguesa sobre este texto.

      Os Ratos fizeram entre si uma grande e útil consulta, querendo dar remédio à perseguição que lhes faziam os gatos, pois raramente lhes escapavam das unhas. Só nos últimos dois dias tinham sido apanhados o Bigodes, o Vergas, o Pastelão, a Lídia dos sorrisos, e mais alguns.
       Dando cada qual seu parecer, acordaram que se deitasse um grande chocalho no pescoço dos gatos, e com isto os não tomariam descuidados,pois ao som do chocalho se poriam em segurança, ou acautelariam. Contentes todos com a traça, que parecia boa, respondeu um mais autorizado e velho:
       -E qual há-de ser o primeiro da companhia que se atreva a deitar esse chocalho?
       Aqui calaram e pasmaram todos.

Resumo deste texto: 
      Os ratos reuniram-se para acabar com a perseguição dos gatos, que devoravam.
      Decidiram pôr um chocalho no pescoço dos gatos, assim, ouvindo o som, poderiam fugir. Porém (Todavia, Contudo), um rato sabido perguntou quem se atreveria a tal ousadia/desafio.
       Ficou sem resposta.

Um texto

Diálogo entre Heitor e Tânia.

O Heitor telefona à Tânia:
   - Olá, Tânia. Sou eu, o Heitor - disse ele.
   - Oi, Heitor!
   - Olha, estou a ligar para saber … (atrapalhação) Quer dizer … (hesitação).
   - Sim?
   - Pois … (hesitação) Lembrei-me de … (hesitação) é que vai haver, aquele concerto de que te falei … (dúvida).
   - Sim, e depois?
   - Pensei que, se calhar, tu … (dúvida) eu e tu  … (atrapalhação) não sei se  … (hesitação) e que eu … (dúvida).
   - Desembucha, Heitor! - explodiu com impaciência.
   - Ok! Queres … (hesitação/dúvida) vir comigo?

Conto o Sal e a Água

Lemos este conto na aula de Língua Portuguesa.
      Um rei tinha três filhas; perguntou a cada uma delas, por sua vez, qual era a mais sua amiga.
      A mais velha respondeu:
      - “Quero-lhe mais a meu pai do que á luz do sol”.
      Respondeu a do meio:
      - “Gosto mais de meu pai do que de mim mesma” .
      A mais moça respondeu:
      - “ Quero-lhe tanto, como a comida quer o sal”.
      O rei entendeu por isto que a filha mais nova o não amava tanto como as outras, e pô-la fora do palácio. Ela foi muito triste por esse mundo, e chegou ao palácio de um rei, e ai se ofereceu para ser cozinheira. Um dia veio á mesa um pastel muito bem feito, e o rei ao parti-lo achou dentro um anel muito pequeno, e de grande preço. Perguntou a todas as damas da corte de quem seria aquele anel. Todas quiseram ver se o anel lhes servia; foi passando, até que foi chamada a cozinheira e só a ela é que o anel servia. O príncipe viu isto e ficou logo apaixonado por ela, pensando que era de família de nobreza.
      Começou então a espreita-la porque ela só cozinhava ás escondidas, e viu-a vestida com trajos de princesa. Foi chamar o rei seu pai e ambos viram o caso. O rei deu licença ao filho para casar com ela, mas a menina tirou por condição que queria cozinhar por sua mão no jantar de boda. Para as festas do noivado convidou-se o rei que tinha três filhas e que pusera fora de casa a mais nova. A princesa cozinhou o jantar, mas nos manjares que haviam de ser postos ao rei seu pai não botou sal de propósito. Todos comiam com vontade, mas só o rei convidado é que nada comia. Por fim perguntou-lhe o dono da casa, porque é que o rei não comia. Respondeu ele, não sabendo que assistia ao casamento da filha:
      - “É porque a comida não tem sal”.
      O pai do noivo fingiu-se raivoso, e mandou que a cozinheira viesse ali dizer porque é que não tinha botado sal na comida. Veio então a menina vestida de princesa, mas assim que o pai a viu, conheceu-a logo, e confessou ali a sua culpa, por não ter percebido quanto era amado por sua filha, que lhe tinha dito que lhe queria tanto como a comida quer o sal, e que depois de sofrer tanto nunca se queixara da injustiça de seu pai.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Natal em debate

Este debate foi realizado na aula de Língua
 Portuguesa e todos da turma podiam participar.

Após a realização do debate no 7ºA, os anotadores registaram os pontos de vista/opiniões defendidos e discutidos pelos interlocutores.

  • A Daniela considerou que o Natal deve ser uma festa religiosa, já que se enquadra com a época em que o Menino Jesus nasceu. Por isso, há que preservar o presépio e os valores por eles transmitidos.

  • A Adriana tomou a palavra, dizendo:”Como é do conhecimento de todos, estou convencida que o Natal tradicional representa, através do presépio, a união da família, a paz, a fé, a solidariedade. Estou inteiramente de acordo com estes valores universais que estão em risco, hoje em dia…

  • A Alexandra fez a sua intervenção: Se me permite intervir, gostaria de acrescentar que muitas já esqueceram essa tradição e olham para o Natal como época em que um homem de barbas brancas e vestido de vermelho dá muitas prendas. Aliás, esse homem é uma invenção da Coca-Cola, que no séc.xx, nos anos 30, criou uma publicidade com esta figura comercial.

  • A Bárbara não foi da mesma opinião, dizendo que estava convencida que o Natal também é uma festa de consumismo e não apenas religiosa.Não há dúvida que as pessoas estão mais centradas na troca de prendas do que nos rituais religiosas próprios do Natal(Missa do Galo, rezar ao presépio, receber prendas no sapatinho trazidas pelo Menino Jesus). É evidente que numa sociedade comunista é quase impossível resistir à tentação de gastar e esbanjar dinheiro.
´
  • O Nuno apresentou o seu ponto de vista:”Se me dão licença de falar, compreendo/percebo que haja necessidade de consumir, porém podemos conciliar na festa de Natal não só a existência de prendas (com limites!!!) mas também a união da família. Gostaria de acabar dizendo que há lugar no Natal para o menino Jesus e o Pai Natal!

Natal, brilhos e palavras

Esta actividade foi realizada no último dia

de aulas e 

chama-se Natal, brilhos e palavras:


A nossa pequena escola estava maravilhada com a boa nova do nascimento do menino, maravilhada e inquieta.
Era preciso ir lá visitá-lo na pobre manjedoura e levar-lhe presentinhos que ajudassem a alegrar o humilde lar.
Assim, várias personagens da escola davam largas à imaginação e anunciavam, com a maior simplicidade, o presentinho que levaria:

Nós somos uma turma pequena,
Mau comportamento não há,
Somos uma turma serena!
Lógico! É o 7ºA.

Somos uma turma boa,
Sobretudo exemplar,
Apesar de alguns,
Andarem com a cabeça no ar!

Não fales sem te mandar
E mantém o dedo no ar
Os professores querem-te avaliar
E ainda te podem chumbar!

Represento o aluno estudioso,
Trago-te os meus trabalhos espectaculares!
Faz de mim, ó menino bondoso,
Um exemplo para os que devem estudar!


Eu represento o aluno despistado,
Quem será o crominho?!
Aquele que nunca está calado...
O que leva o recadinho!(para o paizinho)

Ó menino, tem cuidado,
Não aceites nenhum presente,
Mantêm-te concentrado,
Que vem aí o corpo decente.

Sou a professora de Língua Portuguesa,
E estou sempre a falar...
Ideias não me faltam,
Para pôr os alunos a trabalhar!

Queremos aprender a escrever,
O PILP vem ajudar,
Há dúvidas no fazer,
Mas o blogue é que está a dar!

Sou a professora de Matemática,
O cálculo vou ensinar,
Dá aos alunos genica,
Para os pôr a calcular

Sou a professora de Inglês,
Língua Universal a aprender,
Ajuda estes meninos,
A tudo perceber.

Sou a professora de Educação Física,
Flexões mando fazer,
Também a ti, ó Menino,
Te vou pôr a correr...

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A Entrevista imaginária ao Cavaleiro da Dinamarca

Esta Entrevista ao Cavaleiro dinamarquês foi sugerida pela nossa professora de Língua Portuguesa e consiste em percebermos mais sobre a obra.






Esta é outra versão da minha entrevista: